Estudos Templários por graus hierárquicos

No período Medieval a escola Templária se iniciava muito cedo na vida daqueles que pretendiam entrar na Ordem. Muitos pais entregavam a educação de seus filhos aos cuidados dos Templários ainda crianças, com pouco mais de 7 anos de idade onde entravam como Pagyens.

Os Pagyens aprendiam desde cedo além de ler e escrever, algo raro para a época, as primeiras noções de princípios morais e espirituais e, ao completarem 11 anos de idade iniciavam a caminhada como aspirantes, onde reforçavam os princípios e também aprendiam entre outras coisas o manejo com a espada e outros instrumentos de guerra e defesa pessoal, os quais hoje já não se usam.

Os aspirantes seguiam tais ensinamentos até os 15 ou 16 anos onde se incorporavam a um novo grupamento da Ordem, desta feita como Escudeiros, intensificando os estudos.

Jacques de Molay entrou na Ordem como Escudeiro e acabou se tornando em 1294 Grão-Mestre, sendo seu Grão-Mestrado interrompido em 18 de março de 1314 quando foi morto queimado a mando do rei Felipe IV, o Belo, da França por pura ganância, sendo o último de uma era. Depois vieram outros 21 Grão-Mestres no período Larmenius que compreende de 1314 a 1804 e a seguir outros 19 Grão-Mestres Regentes no período Palaprat, sendo o 20º Grão-Mestre deste período, desde 1960 o atual Grão-Mestre Dom Fernando Campêllo Pinto Pereira de Sousa Fontes.

Depois do grau de Escudeiro o Iniciado era admitido como Cavaleiro ou Dama Templário.

Naquela época, e ainda hoje ser um Cavaleiro Templário significa ser um homem honrado e digno de confiança.

Nos dias de hoje a GPIT-SMOTH e a OSMTH-Porto, ambas as Ramas, reconhecem Dom Fernando Campello Pinto Pereira de Sousa Fontes como atual Grão-Mestre da Ordem e buscam seguir os antigos ensinamentos de forma que um Cavaleiro Templário seja reconhecido como um homem integro e de grande valor moral, ético e espiritual.

Apesar da autonomia dos Gran Prioratos, todos aqueles ligados a tais Ramas seguem critérios indispensáveis a obediência da hierarquia Templária.

A Tércia assim como os Escudeiros estuda os princípios básicos da Ordem, sua história e preparação aos ensinamentos espirituais, devendo esforçar-se para formar uma Comendadoria.

A Comendadoria estuda além dos princípios ritualísticos, os seis primeiros passos da Iniciação menor e se pretende prosseguir em seus estudos deve trabalhar para a formação de um Priorato.

O Priorato fortalece ainda mais os princípios ritualísticos medievais em seus três níveis, podendo, sob observação e a devida orientação realizar suas próprias Investiduras. Também realiza os estudos que conduz seus Membros do sexto ao decimo segundo degrau da Iniciação Menor.

Qualquer não observação as regras estabelecidas, representam uma fraude e desvio de função e, nem uma, nem outra, pode conduzir o Iniciado aos portais mais elevados da Ordem do Templo. Nenhum ensinamento espiritual mais profundo que forja o caráter espiritual do Iniciado, pode ser encontrado em livros, estudos abertos ou internet, se o for, não é verdadeiro. Todo ensinamento reservado é reservado e se não o é, é falso.

Tanto o Comendador, bem como o Prior e o Gran Prior, ao receberem os mais reservados ensinamentos, assumem em juramento guardarem para si, sob pena de serem excomungados e declarados falhos, sem princípios morais e éticos todo e qualquer segredo que lhe seja revelado. Além do mais, ninguém escolhe a si mesmo ou deve almejar elevações dentro da Ordem para assumir qualquer cargo, tendo em vista que quanto maior é o cargo mais provas estará sujeito a passar. Todo Templário deve tomar consciência de que só Deus sabe quando ele está preparado para assumir esta ou aquela missão. NADA é revelado a ninguém se não for por vontade de Deus. O importante é trabalhar e dedicar-se, pois todo trabalho em favor do bem é visto e recompensado, independente do querer de quem o produz. Por esta razão, os que assumem e são escolhidos por inspiração divina para exercer qualquer cargo, devem desenvolver trabalhos espirituais para si e para seus Irmãos.

Muitos que se dizem Templários nos dias atuais e ocupam até determinados graus dentro de Ordens, desconhecerem os segredos que vem sendo repassados há séculos através de estudos e revelações. São como cegos guiando a outros cegos.

Existe aqueles que ocupam determinados graus em Ordens por eles mesmos criadas e/ou inventadas, muitas das quais formadas por dissidentes de outras Ordens que por não quererem se comprometer com as regras da Ordem e sua hierarquia resolveram caminhar por conta própria. Quanto a esses acham que sabem, mas, se quer tem noção do que verdadeiramente é ser um Cavaleiro ou Dama Templário, se assim não fosse, obedeceriam a hierarquia e observariam o Código Templário.

Independente a que Rama pertença o Cavaleiro e Dama Templário estes devem atentar para as palavras do Mestre Jesus “digo meus mistérios aos que são dignos de meus mistérios”. Isso quer dizer, que mesmo que os sagrados ensinamentos “vazem” só conseguirão vê-lo e entende-lo os que forem dignos, tendo em vista que só uma Egrégora fortalecida pela Luz Divina proporciona o estado de espírito coletivo para tal compreensão.