A União Templária no Brasil, na América Latina e no mundo

Muito se fala na União Templária no Brasil, na América Latina e no mundo acreditamos que se ela dependesse daqueles que trabalham diuturnamente pela Ordem do Templo e por seu crescimento, essa União sairia do papel e se tornaria uma realidade. Infelizmente o que se vê é a vaidade e o ego falarem mais alto do que o trabalho pela União.

A messe é grande e os trabalhadores são poucos.

Não se constrói a união da Ordem sem o renascimento individual do homem. A Ordem é muito mais do que o vestir o manto branco. Antes de ser um bom comandante, deve-se ser um bom soldado. Aliás, o comandante deve ser o soldado que mais trabalha, que mais se doa, que mais se dedica e se quem dirige não tem essa consciência, não está pronto para desempenhar a sua tarefa.

Na medida em que o Iniciado se coloca no caminho do Graal, do desenvolvimento espiritual e da Iniciação Crística, o ego inicia o processo de morte gradativa para que possa acontecer o nascimento do novo homem. Quando o Iniciado não toma essa consciência é porque ainda não entendeu o que representa a sua Iniciação. É necessário que o Iniciado compreenda que não se pode se tornar um Iniciado Crístico e continuar agindo como um homem comum.

Para se tornar um Iniciado Templário é preciso afirmar para si mesmo de coração aberto: Eu quero ser curado de minha cegueira espiritual; Eu quero renascer em Cristo; Eu quero ser merecedor da graça e bênção divina; Sem afirmar e sem trabalhar para este fim, dificilmente se conhecerá a verdadeira Iniciação e o homem continuará ser alguém fantasiado de Templário, mas com as mesmas dúvidas internas e os mesmos temores de antes.

Se muitos daqueles que se vestem de Templário e que desejam altos cargos, títulos e honrarias soubessem o peso que elas representam, nunca preteriam os mesmos.

Um Templário necessita adquirir a consciência de que não é ele que se prepara para assumir qualquer cargo, mas, Deus que o prepara desde o seu nascimento dando-lhe provas e sabedoria para possa desenvolver o trabalho a ele destinado.

O Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomin Tuo da Gloriam não pode ser apenas uma frase de uso verbal do Templário, deve se tornar uma prática de vida. Ele necessita adquirir a consciência de que toda Glória deve ser em nome e para a Glória do Senhor e não a dele.

João Batista o Patrono da Ordem do Templo foi claro ao dizer “Ele (o Cristo) deve crescer e eu diminuir” e o próprio Cristo demonstrou o caminho a ser seguido na prática; não foram os seus discípulos que lhes lavaram os pés, foi Ele quem lavou os pés dos discípulos. Se desejamos trabalhar pela união da Ordem, é necessário ter estas passagens gravadas em mente.

De que adianta colocar sobre os ombros galardões e no peito um aparato de medalhas se não se tem a humildade para ouvir o outro e nem a sensibilidade captar a manifestação de Deus em nós? De que adianta ter honrarias se não se for digno delas? De que adianta assumir como comandante de uma tropa se não se sabe orientar os seus comandados?

Se desejamos a união da Ordem devemos começar a trabalhar em nós mesmos combatendo as nossas fraquezas, corrigindo os nossos próprios erros, nos apresentarmos na frente de todos como humildes servos de Deus.

Todo homem é um ser importante e nenhum homem pode se colocar acima dos demais. A cada um é dado uma missão e uma função nesta vida, portanto, é necessário procurar desempenhá-la com trabalho, amor, afinco e determinação sem esperar nada em troca. Enquanto não se aprende isso, torna-se difícil haver diálogo para que aconteça a união.

Não é e nunca serão as palavras, títulos e honrarias que dirão quem é uma pessoa, mas seu trabalho e o seu empenho que dignifique os mesmos.

Quando o Grão-Mestre Don Fernando Campêllo Pinto Pereira de Sousa Fontes nos nomeou Legado Magistral para o Brasil, sendo ele da OSMTH-Porto e sabendo que somos Gran Prior nomeado pelo Gran Priorato Internacional Templário Jacques de Molay – GPIT-SMOTH deu uma demonstração de que a União Templária no Brasil e no mundo pode se tornar viável quando se derruba muros e se constroem pontes, portanto, que nós Templários do Brasil, da América Latina e do mundo nos espelhemos no Grão-Mestre e construamos pontes ao invés de muros.

Nós do GPTB-CESJB estamos de portas abertas para todos aqueles Irmãos Templários que vierem em paz e em nome do Mestre Jesus Cristo de quem somos fiéis Soldados.

Fraternalmente,

Fr.+ Albino Neves